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COLMEIA VIVA® PARTICIPA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA NO SENADO

Audiência Pública realizada no Senado no último dia 18/09 debate o PL 1918/2019 de autoria do senador Lasier Martins (PODE/RS) que sugere “medidas de estímulo à pesquisa e proteção das populações de polinizadores”. A equipe técnica do movimento Colmeia Viva®, representada por Daniel Espanholeto, contribuiu para explicar que não há relatos de mortalidade de abelhas na polinização na agricultura. Também compuseram a mesa e apresentações, Carlos Ramos Venâncio (MAPA), Décio Gazzoni (Embrapa), Tom Prado (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)) e Gabriel Colle (Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag).

Em 10 minutos de apresentação, o técnico do movimento esclareceu os diferentes tipos de abelhas que são compreendidas a partir da sua função na agricultura e de sua interação com uso de defensivos agrícolas.

Afinal, essa diferenciação, que pode ser conferida em detalhe em nosso site,  tem norteado a atuação do Colmeia Viva® e tem sido importante para ajudar na disseminação das Boas Práticas para a proteção das abelhas porque temos:
• abelhas silvestres disponíveis na biodiversidade
• as abelhas silvestres, que são nativas brasileiras, criadas para fins apícolas
• as abelhas silvestres criadas para o serviço comercial de polinização, empregadas na agricultura para a polinização de cultivos agrícolas, como maracujá.
• além das abelhas exóticas, que não são nativas brasileiras, mas são amplamente criadas para fins de apicultura e de serviço comercial de polinização em culturas dependentes de polinização, como o caso da maçã e do melão.

E, neste sentido, foi aproveitada a oportunidade para esclarecer que não há mortalidade de abelhas em culturas dependentes de polinização, explicando que para o movimento, o conceito de dependência de polinização na agricultura está ligado a quanto certo cultivo depende da polinização para alcançar todo o seu potencial produtivo, não só em quantidade, mas também em qualidade, classificando os cultivos agrícolas como dependentes, beneficiados e não dependentes de polinização realizada por abelhas. A tabela de mais de 80 culturas agrícolas e a taxa de dependência de polinização está disponível em https://www.colmeiaviva.com.br/agricultura-e-polinizacao/.

Na ocasião, foram reforçadas, ainda, as iniciativas do Plano Nacional de Boas Práticas voltado à prevenção da mortalidade de abelhas e mitigação de incidentes, baseado na disseminação de boas práticas no uso de defensivos e na formalização do pasto apícola entre agricultores e apicultores, com ênfase à Assistência Técnica 0800 771 8000 – linha direta que esclarece dúvidas e compartilha as boas práticas para a prevenção e mitigação da mortalidade de abelhas e que atende agricultores, criadores de abelhas, aplicadores de defensivos agrícolas, distribuidores, revendedores e equipes de vendas das empresas signatárias.

Carlos Venâncio (MAPA) apresentou o processo regulatório dos defensivos, enfatizando o reconhecimento do ministério ao Ibama exercer sua competência em avaliar os produtos [os defensivos agrícolas] do ponto de vista dos polinizadores. Já o pesquisador Décio Gazzoni (Embrapa) lembrou os dados do IPBES, Painel Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos da ONU, mencionado que “60% das espécies cultivadas no mundo não dependem de polinização, mas podem ser beneficiadas – portanto, na ausência de polinização existe produção, porém mais baixa. Já 35% dependem totalmente, ou em parte, ou seja, existem espécies que sem polinização não formam frutos e nem sementes”. Acrescentou, ainda, que os dados da ONU também mostram a perda de produção na ausência de polinização nas principais culturas do mundo, bem como confirma que a polinização aumenta a produtividade de 87 culturas e responde por 35% da produção agrícola mundial.

Já o empresário Tom Prado, representando a CNA, aproveitou para demonstrar o exemplo bem sucedido da relação mais produtiva entre agricultura e apicultura estabelecido na cultura do melão, explicando que “Melão é 100% dependente da polinização realizada pelas abelhas e não há nenhum caso de mortalidade na nossa fazenda”. Lembrou, ainda, que no Nordeste as perdas estão relacionadas ao longo período de seca e enfatiza o cuidado da sanidade das abelhas e a importância da reserva de mata, considerando a disponibilidade de alimento para as abelhas.

Finalmente, o representante do Sindag, Gabriel Colle, em sua apresentação, fez referência ao Termo de Cooperação assinado com o movimento Colmeia Viva® em prol das abelhas e esclareceu que “a pulverização área não é a principal ferramenta de aplicação de defensivo agrícola no Brasil”, aproveitando para enfatizar a segurança na tecnologia, legislação e fiscalização sobre o setor.

Antes de deixar a plenária, o autor do projeto agradeceu as apresentações, congratulando os especialistas que compuseram a mesa.

 

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